A Rã de Mozart não estava extinta?

Seis espécies de rãs nativas do Haiti, que os cientistas acreditavam extintas há mais de 20 anos, foram achadas na selva tropical do país, anunciaram especialistas americanos.

Membros da organização privada americana de preservação das espécies, a Conservação Internacional (CI), e do Grupo de Especialistas em Anfíbios (ASG) informaram que as rãs foram descobertas durante uma expedição em outubro.

Rã de Mozart encontrada no Haiti

'Macaya buraqueira' havia sido vista pela última vez em 1996. (Foto: Robin Moore/iLCP/Divulgação)

Os cientistas exploravam uma remota zona montanhosa no sudoeste do Haiti liberados por Robin Moore, o especialista em anfíbios da ASG.

Um dos principais objetivos desta expedição era encontra a rã Eleutherodactylus glanduliferoides, que não era vista há mais de 25 anos, e fazer uma avaliação das populações de muitas das outras 48 espécies de anfíbios específicas do Haiti.

Os especialistas não acharam rã que buscavam, mas encontraram seis espécies que acreditavam desaparecidas, como a conhecida como "Rã de Mozart" (E. Amadeus), que deve seu nome aos sons que emite parecidos com notas musicais.

Além disso, os ambientalistas acharam a "rã ventrílocua de Hispaniola" (E. dolomedes), a "rã das glândulas campainha" (E. glandulifera), caracterizada por seus excepcionais olhos azul safira, e a "Macaya manchada" (E. thorectes), que, com 1,51 cm, é uma das menores rãs do mundo.

Também encontraram a "Hispaniolana coroada" (E. Corona) e a "Macaya buraqueira" (E. parapelates), espectacular com seus grandes olhos negros e manchas brilhantes de cor laranja na coxas.

Fonte: globo.com
Autor: France Presse



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Engenheiros genéticos em perigo

Espalhado pelo globo, um grupo muito especial de insetos superespecializados se reproduz alterando geneticamente folhas, galhos e até troncos de determinados vegetais.

Engenheiros Genéticos

Um exemplo vem da família dos figos, com cerca de 900 espécies silvestres. Cada uma depende de um inseto diferente, que a usa como alimento e a poliniza, criando "pequenos tumores" chamados de galhas em alguns frutos, onde deposita larvas para procriar. Outros insetos fazem suas crias se alimentarem formando "minas", "avenidas" no verde das folhas.

Mas tamanha ligação entre inseto e vegetal, associada à degradação de ambientes, coloca em xeque a sobrevivência dessas espécies, úteis à polinização de variedades nativas e comerciais e à manutenção do equilíbrio ecológico que garante a saúde das matas. Sem falar em "usos populares" para habilidade tão incomum no mundo dos insetos. Em regiões do Nordeste, folhas de madioca crivadas de galhas mostram que chegou a hora da colheita.

Depois de cruzar dados sobre desmatamento nas 34 regiões mais ameaçadas e ricas em vida no planeta, o professor do centro de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, Carlos Roberto da Fonseca, descobriu que entre 200 e 550 mil espécies de insetos galhadores e minadores podem ter sido extintos. Essas áreas abrigam mais da metade das espécies de plantas e pelo menos 42% dos vertebrados conhecidos. Os resultados foram publicados na revista Conservation Biology.

"O desmatamento, a ação humana, é o principal fator de extinção, mesmo que cada região tenha sua história. A Mediterrânea é ocupada há mais tempo e tem extinções mais antigas, enquanto que na Caatinga e Amazônia, por exemplo, o desflorestamento está em curso", disse Fonseca.

Doutor pela Universidade de Oxford (Inglaterra), ele explica que galhadores e minadores são muito sensíveis à perda e à fragmentação de florestas porque têm distribuição restrita no ambiente. Mesmo que uma árvore ou arbusto cresça em vários locais da Mata Atlântica, um determinado inseto só se alimenta e se reproduz em uma região muito específica. "Por isso desmatamentos que causem extinções locais de algumas plantas podem eliminar de carona alguns desses insetos. Eles não podem se alimentar de outra planta ou não conseguem migrar por terem pequeno porte. É uma extinção silenciosa", comentou o pesquisador.

Fonte: oeco.com.br
Autor: Aldem Bourscheit



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Arca de Noé verde

O banco de sementes do arquipélago ártico de Svalbard, conhecido como a "Arca de Noé verde", superou a barreira de 500 mil espécies, e se tornou a coleção de sementes mais variada do mundo, segundo anunciaram os administradores do local na sexta-feira (12).

Instalada sob uma montanha de Longyearbyen, capital do arquipélago norueguês situado a quase 1.000 km do polo Norte, a reserva de sementes é destinada a proteger a biodiversidade vegetal ameaçada pelas mudanças climáticas, as guerras e as catástrofes naturais.

Banco de sementes no ártico

Na quinta-feira, dia 11/03/2010, a grande caixa forte recebeu em particular as sementes de um feijão silvestre da Costa Rica, que resiste a um fungo devastador, e as de um morango silvestre recolhido na margem de um vulcão das ilhas russas Sakhalin, após uma expedição de três dias em uma região cercada por ursos.

"Chegar ao meio milhão provoca emoções variadas porque, se isto mostra que o banco de sementes de Svalbard é agora a medida de referência da diversidade, o acontecimento ocorre também em um momento em que nossa agricultura está por um fio", afirmou Cary Fowler, diretor do Fundo Mundial pela Diversidade dos Cultivos (GCDT).

"Se as espécies vegetais e a agricultura não se adaptarem às mudanças climáticas, a humanidade também não poderá fazê-lo", acrescentou o diretor em um comunicado.

Segundo os especialistas, a diversidade é indispensável para desenvolver cultivos mais resistentes, que necessitem de menos água e adubo, aptos para se adaptarem ao aquecimento climático e mais nutritivos, quando se acredita que em 2050 o número de habitantes no mundo será de nove bilhões.

A reserva de sementes de Svalbard funciona como uma rede de segurança: conserva em condições ótimas, a -18ºC, o dobro de grãos armazenados em 1.400 bancos de genes existentes, os quais nem sempre estão em bom estado.

A reserva pode receber até 4,5 milhões de amostras, que continuam sendo propriedade dos que as depositaram.

Fonte: folha.uol.com.br
Autor: Folha Online



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