Rio Araguaia ameaçado

Herança do falecido senador ruralista Jonas Pinheiro (DEM/MT), um projeto de decreto legislativo tramitando desde 2004 no Congresso ameaça o futuro do rio Araguaia e de seu afluente rio das Mortes.

A proposta prevê obras como dragagens e explosões de rochas no leito dos mananciais, no Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Pará, para tentar transformá-los em hidrovias navegáveis durante todo o ano. As intervenções podem acontecer dentro ou à margem de terras indígenas e áreas destinadas à conservação ambiental.

A aprovação do projeto pode trazer efeitos colaterais, como a degradação dos rios e mais impulso ao desmatamento do Cerrado.

Rio Araguaia

Por afetar reservas indígenas, o complexo arranjo depende de aval do Congresso. Segundo declarações de Pinheiro, a implantação do corredor vinha sendo “obstaculizada pela interposição de ações judiciais que têm impedido até mesmo a prévia realização dos estudos e projetos indispensáveis à efetiva execução das obras de melhoramentos que permitirão a utilização das vias navegáveis em larga escala. Tais ações têm sido embasadas em pressupostos de violação dos direitos constitucionais dos índios, visto que alguns trechos dos referidos rios 'cortam' terras indígenas”. No alvo, estão reservas e aldeias de Xavantes, Carajás, Tapirapés e Javaés, para as quais os rios são base de sobrevivência. Os impactos das obras, todavia, têm volume ainda maior.

Mudando constantemente de traçado e carregando enormes quantidades de areia em seus 2.000 quilômetros de extensão, como apontou o geógrafo Aziz Ab´Saber em Os domínios de natureza do Brasil (2003), o Araguaia é um rio de planície fadado a poderoso assoreamento natural, com calado para navegação em média com menos de um metro de profundidade. Na estiagem, de abril a novembro, o nível é ainda menor, chegando a cerca de sessenta centímetros. Os custos da dragagem ininterrupta para manter trechos navegáveis seriam estratosféricos.

Fonte: oeco.com.br
Autor: Aldem Bourscheit



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Greenpeace protesta contra Nestlé

Com fantasia de orangotango, Greenpeace protesta contra Nestlé

Trinta ativistas do Greenpeace fantasiados de orangotango protestaram diante dos acionistas da Nestlé, na Suíça, nesta quinta-feira (15), contra a destruição de florestas da Indonésia.

Na chegada à Reunião Geral Anual da empresa, na cidade de Lausanne, os executivos foram recebidos com o recado: "Dá um tempo: ninguém ganha com a destruição das florestas".

A frase "dar um tempo" é referência ao slogan do Kit Kat, uma das marcas de chocolate da Nestlé mais vendidas no mundo.

Protesto contra Nestlé

A ONG pede que a empresa pare de usar óleo de dendê proveniente do desmatamento em seus produtos. "Além de "acelerar a perda de biodiversidade, o desmatamento agrava os efeitos do aquecimento global", reclama o Greenpeace.

O coordenador internacional da campanha de Florestas do Greenpeace, Pat Venditti, discursou: "Estamos aqui hoje para pedir à Nestlé que mude sua política 'KitKatastrófica'."

"Pedimos então que os acionistas usem sua influência para garantir que os produtos Nestlé não tenham qualquer relação com o óleo de dendê ou outros produtos (como papel) fornecidos ---direta ou indiretamente-- pela Sinar Mas", disse Venditti.

Comunicado do Greenpeace também informou que na Alemanha, de manhã, ativistas escalaram o prédio da Nestlé e abriram uma grande faixa mostrando como os orangotangos estão sendo ameaçados.

Contratos

A ONG afirma que 200 mil pessoas em todo o mundo já enviaram e-mails e centenas ligaram pedindo que a Nestlé mude sua política de compras.

Como resposta à campanha, iniciada em março, o Greenpeace diz que a Nestlé já cancelou todos os seus contratos diretos com a Sinar Mas, a maior produtora de óleo de dendê da Indonésia.

Mas, segundo a ONG, a Nestlé continua comprando óleo de dendê indiretamente da Sinar, como da fornecedora Cargill. Além disso, a multinacional suíça também usaria, em embalagens, papel fornecido pela Asia Pulp & Paper, braço da Sinar no setor de papel.

"A cada dia que a Nestlé deixa de tomar atitudes concretas para tirar o desmatamento --e a Sinar Mas-- da sua cadeia produtiva, mais ela empurra os orangotangos para a beira da extinção", disse Venditti.

A Indonésia apresenta uma das taxas de desmatamento que cresce com maior velocidade no mundo, segundo comunicado do Greenpeace. "O óleo de palma e a produção de papel e celulose são os maiores vetores de destruição florestal na região", afirma a ONG.

Fonte: folha.uol.com.br
Autor: UOL - Folha



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Estradas clandestinas em reserva de Roraima

Pelo menos três estradas clandestinas para exploração madeireira foram abertas na Floresta Nacional do Anauá, em Rorainópolis, segundo agentes do Ibama que foram até o local para coibir crimes ambientais. "Encontramos pelo menos três caminhos abertos a partir de estradas vicinais", relata o agente ambiental Hugo Peres, do Ibama/RR. Ele não precisou a extensão das vias.

Estrada Clandestina

Os fiscais chegaram a Rorainópolis em 23 de março e continuam no município. Um trator foi encontrado abandonado na floresta e um caminhão com toras de maçaranduba foi flagrado na rodovia BR 174. Na documentação que o caminhoneiro levava, constava que o material seria da espécie angelim-pedra. A serraria que receberia a carga foi multada, informa Peres.

Trator na Estrada Clandestina

A Floresta Nacional do Anauá tem 2.600 km² e encontra-se inteiramente em Rorainópolis, município ao sul da capital Boa Vista.

Fonte: globoamazonia.com
Autor: Globo Amazônia



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